Famílias passam aperto para circular com carrinho de bebê na Orla Conde.Turista leva sabonete na bolsa para emendar passeios; vídeo.
Cristiane RodriguesDo G1 Rio
Céu azul, sol forte e os 35º registrados nos termômetros do Boulevard Olímpico levaram milhares de pessoas ao Porto Maravilha na tarde deste sábado (6), no Centro do Rio. A expectativa da VisitRio, órgão da prefeitura, é de que 80 mil pessoas passem pelo local diariamente.
A professora universitária Paula Marroni saiu cedo de um hotel em Niterói, cidade vizinha do Rio, para aproveitar ao máximo as atrações do Porto Maravilha.
"Vou ficar três dias na cidade e ver algumas provas na Barra e em Deodoro. Só tinha hoje para conhecer essa nova região e os novos museus do Centro do Rio. Sempre venho no carnaval e nunca tinha vindo nesta parte da cidade. Achei tudo muito organizado e bem digno de um passeio. Mas, como está muito quente, coloquei o biquíni embaixo do vestido para depois ir para a praia. Na bolsa tem carregador de celular, canga e até sabonete. Vou tomar banho no chuveiro do quiosque e emendar noite afora", afirmou ela, que veio de Maringá, no Paraná.
Familia e bebê Já a carioca Helen de Castro, que decidiu passear com o marido e o filho Miguel, de oito meses, no Boulevard Olímpico,enfrentou o calor para conhecer a Pira Olímpica do Povo, instalada na Esplanada da Igreja da Candelária.
"Estou encantada como o Centro do Rio está bonito. Valeu muito a pena todas essas obras. Ficou ótimo para vir com a família e curtir o dia", afirmou ela.
No entanto, o marido, Ramon Hipólito, fez ressalvas: "A única dificuldade é chegar aqui com carrinho de bebê. A calçada é pequena e parte dela está fechada porque está rolando obra de alguns prédios particulares no Centro. Achei isso ruim, mas o clima bom compensa muito esse problema. Nunca tinha visto tantas pessoas circulando com celular na mão sem se preocupar. A segurança poderia ser sempre assim. Estou adorando e pretendo voltar todos os dias", disse ele, que aproveitou para tirar muitas fotos e guardar de recordação.
Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas (Foto: Cristianr Rodrigues/G1)
Clima de carnaval
De Curitiba, vieram mães e filhas: a médica Angela Chiaratti e as filhas Bianca e Guilia. Pela primeira vez na cidade, elas se encantaram com as cores da cidade. Na loja Boutique do Carnaval, elas compraram arcos de cabeça no valor de R$ 40 cada.
"Não achei caro porque é uma peça artesanal da cidade do Rio e bem carioca. Vou levar de recordação e mostrar para meus amigos. O calor é intenso aqui porque não tem sombras, só um pouco lá no Museu do Amanhã. A gente gastou mais dinheiro com a água, que custa R$ 5 a garrafinha", afirmou ela, que veio ao Rio ver as provas de ginástica artística.
De acordo com Lais Bruno, coordenadora da loja que vende artigos de carnaval, as vendas dos acessórios vai de vento em popa. Em um único dia foram comercializados mais de 250 arcos. "As pessoas não estão economizando. Querem mesmo aproveitar esse meu momento único de festa na Cidade. Quem mais compra são os brasileiros vindo do Sul. Gringo mesmo só olha e tira foto", diz ela.
Banheiros Aliás, as mulheres podem beber água e cerveja sem se preocupar na hora de ir ao banheiro. É que no Porto maravilha três contêineres com sete banheiros cada para atender às visitantes. Ao todo, são 21 boxes. No entanto, três estavam interditados na manhã deste sábado (6) por problemas de entupimento. Como não há latas de lixo, sacos pretos foram colocados na porta para que o papel não seja jogado no chão.
Também foram instalados cerca de 50 banheiros químicos para homens e mulheres em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR). Estabelecimentos, museus e casas culturais estão abertas e os visitantes podem usar as dependências sem problema.
A carioca Helen de Castro, o marido, o advogado Ramon Hipolito, e o filho do casal, o bebê Miguel, de oito meses, enfrentaram o calor para conhecer a Pira Olímpica do Povo (Foto: Marcello Cavalcanti/G1)
De Curitiba: a médica Angela Chiaratti e as filhas Bianca e Guilia curtem carnaval fora de época no Boulevard Olímpico, no Porto Maravilha (Foto: Marcello Cavalcanti/G1)
Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas brasileiros neste sábado (6) de sol no Porto Maravilha durante Olimpíadas (Foto: Marcello Cavalcanti/G1)
Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas brasileiros neste sábado (6) de sol no Porto Maravilha durante Olimpíadas (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)
Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas brasileiros neste sábado (6) de sol no Porto Maravilha durante Olimpíadas (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)
Boulevard Olímpico é tomado por dezenas de turistas brasileiros neste sábado (6) de sol no Porto Maravilha durante Olimpíadas (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)
Porto maravilha conta com três contêineres com sete banheiros para atender às mulheres. Ao todo, são 21 boxes no Boulevard Olímpico, além de banheiros químicos (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)
Porto maravilha conta com três contêineres com sete banheiros para atender às mulheres. Ao todo, são 21 boxes no Boulevard Olímpico, além de banheiros químicos (Foto: Cristiane Rodrigues/G1)
Muitos setores esperam uma movimentação positiva com a chegada dos turistas que vêm para prestigiar os jogos das Olimpíadas Rio 2016.
Juntamente com eles estão os produtores de cachaça que enxergam essa oportunidade como uma grande vitrine para a bebida. Isso porque, muitos estrangeiros terão o primeiro contato com esse ícone brasileiro.
Para os empresários, o evento acontece ao mesmo tempo em que ocorre a consolidação do posicionamento da Cachaça no mercado como bebida Premium, tanto no Brasil quanto no mundo, comparando-a a destilados nobres como uísque e vodca, deixando de ser vinculada a ideia de bebida desvalorizada e de baixa qualidade. “Com certeza, a cachaça e a caipirinha serão o carro chefe das bebidas para os estrangeiros no período das Olimpíadas, o que pode aumentar a exportação significativamente até 2017, pelo menos”, declara Leandro Dias, CEO da Middas Cachaça.
A aposta do setor é que essa movimentação injete estímulo no mercado. “A entrada de turistas no Brasil coloca em destaque a cachaça. A bebida tem um forte apelo comercial junto aos estrangeiros e os empresários estão empenhados em fortalecer o vinculo do produto à ideia de bebida valorizada e de alta qualidade”, afirma Alexandre Bertin, presidente da Confraria Paulista da Cachaça.
Segundo dados divulgados pela ABRAPE – Associação Brasileira de Bebidas – a cachaça tem apresentado crescimento no mercado internacional, sendo o terceiro maior destilado do mundo. A bebida também ocupa posição de destaque no mercado nacional, no qual o volume corresponde a 50% no segmento de destilados. É o segundo maior mercado de bebidas alcoólicas no Brasil, atrás apenas da cerveja.
O faturamento do setor alcançou R$5,95 bilhões em 2013, quando foram produzidos 511,54 milhões de litros da bebida, de acordo com o Sistema de Controle da Produção de Bebidas da Receita Federal – SICOBE, responsável por controlar a produção das principais empresas formais do setor.
De acordo com o Instituto Brasileiro da cachaça – IBRAC, são 40 mil produtores e 4 mil marcas de cachaça no mercado nacional. O IBRAC estima que a capacidade instalada no Brasil é de 1,2 bilhões de litros/ano.
Passeio para ilhas da Baía de Todos-os-Santos sai às 9h e volta às 17h30.Travessia Salvador - Mar Grande funciona normalmente nesta segunda.
Do G1 BA
Escunas voltam a operar nesta segunda (Foto: Divulgação/Astramab)
Após serem suspensas por causa das chuvas em Salvador, as escunas do tradicional Passeio às Ilhas da Baía de Todos-os-Santos voltaram a operar sem restrições nesta segunda-feira (11).
De acordo com a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a saída ocorre às 9h e a procura é regular. O passeio inclui paradas na Ilha dos Frades e em Itaparica, e o retorno a Salvador ocorre às 17h30.
Assim como o passeio voltou a operar, os catamarãs da linha Salvador-Morro de São Paulo fazem a viagem sem necessidade de conexão em Itaparica, como ocorreu nos últimos três dias. Nos guichês do Terminal Náutico é moderada a procura e venda de passagens. Os próximos horários oferecidos, saindo de Salvador, são às 9h, 10h30, 13h e 14h30. As saídas de Morro de São Paulo ocorrem às 9h, 9h30, 12h30 e 15h. A viagem para o Morro dura em média 2h20.
Salvador-Mar Grande
A travessia Salvador-Mar Grande está com bom movimento de embarque nesta segunda. No Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, estão saindo embarcações a cada 15 minutos, pois a procura para o retorno de usuários à capital é maior. Já no Terminal Náutico, no Comércio, os horários de saída são a cada 30 minutos, com embarque imediato.
Dez embarcações estão em tráfego e a previsão da Astramab é que o fluxo siga no mesmo ritmo até as 10h. As condições de navegação na Baía de Todos-os-Santos são boas, com mar calmo e ventos fracos. As embarcações estão fazendo o percurso da travessia em tempo médio de 40 minutos. O sistema funciona nesta segunda até as 20h, que será a última saída de Salvador, e até as 18h30, no sentido inverso.
Em operação especial, símbolo dos Jogos percorreu as regiões do Pantanal, Nobres e Chapada dos Guimarães nesta sexta-feira (24)
Bioma brasileiro, o Pantanal compreende uma área de mais de 250 mil km² entre os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Foto: Rio 2016/Carla Marques)
A natureza em toda sua beleza: bruta e intocada. É o que o Mato Grosso oferece a seus visitantes em três destinos únicos porém complementares. Unindo a serenidade do Pantanal, a beleza estonteante de Nobres, e a imponência da Chapada dos Guimarães, a chama Olímpica Rio 2016 embarcou em uma jornada pela natureza exuberante mato-grossense nesta sexta-feira (24).
Pantanal
Entre os principais destinos do ecoturismo no país, a região do Pantanal abriga um dos grandes santuários de vida selvagem no planeta. Quem abriu o dia na locação foi o nadador Olímpico Felipe Lima:
“Vinha para cá mais novo, me lembro de ver os animais soltos na pista e desta convivência direta com eles. Conduzir a tocha trazendo o espírito Olímpico é diferente de tudo”,comentou o atleta, que nasceu em Cuiabá.
Felipe Lima conduziu a tocha Olímpica no Pantanal (Foto: Rio 2016/ Andre Luiz Mello)
Em seguida, Lima passou o símbolo dos Jogos Rio 2016 para o estudante de Poconé Luís Silva, que fez um passeio pela área alagada do Pantanal a bordo de um barco indígena.
Região é considerada uma das maiores áreas alagadas do mundo (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
Já Patrícia da Silva, moradora local, completou o passeio a cavalo. "Somos apaixonadas por essa vida. Nós buscamos cuidar do Pantanal. Conhecemos bem os seis meses de cheia, e os seis meses de seca”, disse.
Patricia Silva levou a tocha por uma cavalgada no Pantanal (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
A região é cortada por uma das mais emblemáticas estradas do País: a Transpantaneira, com 145 km de extensão, ligando Poconé a Porto Jofre. Lá, a condutora Aline Ribeiro uniu cultura e natureza ao representar a 'Rainha dos Mouros', da tradicional cavalhada da festa de São Benedito.
Cavalhadas fazem parte da tradicão cultural mato-grossense (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
Nobres
Ainda pouco conhecida, a cidade de Nobres é considerada por muitos 'a resposta mato-grossense a Bonito', que fica no estado vizinho, Mato Grosso do Sul. Com rios de águas doces e cristalinas, que abrigam centenas de peixes, e grutas de pedra esculpida, a região tem como principais atrações a Lagoa Azul e o Aquário Natural.
Índia bakairi, Juliane Soares conduziu a chama Olímpica na Lagoa Azul (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
A modelo Lívia Paiva foi uma das condutoras no aquário natural (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
Chapada dos Guimarães
A integração com a natureza é a marca de Chapada dos Guimarães - uma combinação imponente de vegetação de cerrado, cachoeiras e cânions de pedra. Dos maciços montanhosos, que chegam a mais de 840 metros de altitude, é possível avistar toda a planície pantaneira e Cuiabá.
Na Chapada, a tocha Olímpica passou pelas mãos de nomes como o nadador Luiz Pedro Pereira, o Pepeu, a cantora campo-grandense Tetê Espíndola, e o fotógrafo Izan Petterle.
Tetê Espíndola com a cachoeira Véu da Noiva ao fundo (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Izan Petterle e Pepeu Pereira com a tocha na Chapada dos Guimarães (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Maciços podem ultrapassar os 840 metros de altura na região (Foto: Rio 2016/André Luiz Mello)
O Parque Nacional compreende uma área de cerca de 33 mil hectares (Foto: Rio 2016/Fernando Soutello)
Porto Seguro (BA) anunciou um velho conhecido para ser secretário de Cultura e Turismo. Trata-se de Paulo Cesar Magalhães,
Paulo Cesar Magalhães, de Porto Seguro
que assume o cargo pela quarta vez. Ele já ocupava a posição de superintendente da Sectur desde outubro do ano passado, e agora toma posse como secretário no lugar do vice-prefeito Humberto Nascimento, que sai por motivos políticos.
Magalhães será responsável por dar seguimento ao planejamento que direciona a atividade turística de Porto Seguro, cuja visão é de “ser o melhor e mais desejado destino do Brasil”.
“Assumir essa secretaria sucedendo ao Beto, que desenvolveu um excelente trabalho à frente da pasta, é uma tarefa, no mínimo, desafiadora e de grande responsabilidade. Pretendo utilizar da minha experiência e relacionamento com o trade para não só dar sequência ao trabalho como também contribuir com o incremento da atividade turística desse importante destino”, apontou Magalhães.
Quadrilha de Teresina vai representar o Piauí em concurso da Globo Nordeste; Junina conquistou um prêmio de R$ 5 mil e uma motocicleta
Luar do São João é a grande campeã do Festival Clube de Quadrilhas (Foto: Rede Clube)
A junina Luar do São João, de Teresina, levou o título de campeã da 22ª Edição do Festival Clube de Quadrilhas, na noite deste domingo (05). Com o tema “Nordestino de coração, que povo é esse? É camaleão!” e um espetáculo que levantou o público, a quadrilha conseguiu 298,5 pontos. Ela se tornou tricampeã no concurso, ganhou o prêmio de R$ 5 mil e uma motocicleta e será a representante do Piauí no Festival de Quadrilhas da Globo Nordeste, em Goiana-PE.
Para alcançar a vitória, a Luar do São João levou um show pirotécnico para a arena do matuto no Parque Potycabanca. Em sua apresentação, a quadrilha de apenas cinco anos de existência, destacou o povo nordestino, valorizando elementos do sertão como o cacto e o cameleão, além de personagens como Padre Cícero e a Nossa Senhora Das Dores. Eles compuseram o espetáculo com 82 quadrilheiros.
“Trabalhamos para essa vitória, e esse tricampeonato no Festival Clube de Quadrilhas só serviu para mostrar ainda mais q o nosso trabalho está valendo à pena. É muita emoção, satisfação e orgulho por tudo. Agora vamos em frente para representar o Piauí no regional e tentar trazer esse título para nosso estado, porque tenho certeza q estamos preparados para isso”, disse Eduardo Cavalcante, diretor da Luar do São João.
Junina já acumula um tricampeonato na competição (Foto: Rede Clube)
Junina fez grande festa após o resultado da competição (Foto: Rede Clube)
A quadrilha Lumiar, da cidade de Parnaíba, ficou como segunda colada com 296,6 pontos e com diferença de apenas um décimo em relação à terceira colocada, a junina Lua de Prata (296,5). A vice-campeã vai receber R$ 2 mil e uma moto, e a terceira ganhará R$ 2.000. O quarto e quinto lugar foram, respectivamente, para a Rei do Cangaço (295,8) e a Sanfona de Prata (286, 3).
Para elencar o melhor grupo do Piauí os jurados avaliaram a entrada no arraial, a animação, o repertório musical, a evolução e coreografia, o desenvolvimento do tema, o alinhamento, vestuário, marcador, casamento e saída do grupo.
A TV Clube também condecorou alguns personalidades destaques nas quadrilhas. Nesse quesito a Luar do São João também se sobressaiu, ganhando o título de mais belo casal de Lampião e Maria Bonita. Já Lumiar teve o melhor casal tema e Nova Geração teve o melhor rei. Enquanto isso, a Lua de Prata levou vários prêmios individuais: melhor marcador, rainha caipira e casal de noivos.
Pense na distância entre o aeroporto de Guarulhos e de Congonhas e responda: quanto tempo você levaria de um terminal a outro de carro em horário de pico? O trajeto de 34 quilômetros seria percorrido em, no mínimo, uma hora. Mas e de helicóptero?
Por Henrique Santiago
Divulgação/Global Aviation
Pense na distância entre o aeroporto de Guarulhos e de Congonhas e responda: quanto tempo você levaria de um terminal a outro de carro em horário de pico? O trajeto de 34 quilômetros seria percorrido em, no mínimo, uma hora. Mas e de helicóptero?
A empresa de táxi aéreo executivo Global First lançou um serviço que conecta os dois principais aeroportos de São Paulo em até 15 minutos. O You First permite que o cliente reserve seu voo por meio de um aplicativo ou do próprio site da ferramenta.
É possível contratar o serviço tanto de Guarulhos para Congonhas quanto no sentido oposto. Com modelos Agusta e Airbus, um voo entre ambos os destinos custa, no entanto, um pouco mais caro do que o combustível do automóvel: a bagatela de R$ 1.150 por assento.
O horário de atendimento é compatível com as chegadas e saídas dos voos internacionas. As saídas estão concentradas entre o período da manhã (6h15 às 9h15), tarde (14h às 17h15) e noite (19h às 19h45).
Cada passageiro pode carregar uma mala de mão de até 12 quilos, o mesmo permitido em voos comerciais. Antes de finalizar o pedido, o usuário ainda tem a opção de selecionar a companhia aérea que irá voar e o número do voo, além de pagar uma taxa de R$ 80 a mais de carregar bagagem extra. O pagamento é via Pay Pal.
Para mais informações sobre o You First, acesse o site aqui.
É cada vez maior o número de idosos que estão viajando pelo país e pelo mundo afora. De acordo com o Ministério do Turismo, brasileiros com mais de 60 anos fizeram pelo menos 18 milhões de viagens em 2015. O total cresceu 11% em quatro anos
Não tem essa de idade quando o assunto é viajar. O importante é deixar o sofá de casa e conhecer o mundo. E é exatamente isso que a terceira idade está fazendo. As viagens estão ganhando cada vez mais espaço na rotina dos idosos. De acordo com o Ministério do Turismo (MTur), brasileiros com mais de 60 anos fizeram ao menos 18 milhões de viagens somente em 2015. O total cresceu 11% no período de quatro anos. O número de idosos dispostos a embarcar em uma viagem pelos próximos seis meses soma 32%. Por outro lado, a intenção dos turistas de até 35 anos caiu para 22%, ainda segundo dados do MTur.
Farise Bolzon, 66, está sempre na estrada. Só neste ano, ela já foi para Alagoas, Pernambuco e Cavalcante, em Goiás. “E a próxima já está planejada. Em novembro, eu e minha família vamos para Cuba”, conta. Apesar de já ter viajado com vários amigos, a aposentada gosta muito da companhia da família na hora de embarcar para um novo destino. “O grupo é diversificado. Tem crianças, adolescentes e adultos. A família é muito grande e todo mundo gosta de viajar.”
Farise Bolzom posa ao lado do poeta Fernando Pessoa, em Lisboa
Os roteiros são planejados com muita antecedência. “Já vamos com hotéis e passeios organizados. Mas, se quisermos fazer algo diferente lá, não tem problema.” E não tem tempo para ficar parado. “Em Cavalcante, fomos atrás das cachoeiras mais bonitas e não importava o quanto íamos andar.” As caminhadas foram longas, mas a idade não foi um empecilho. “Eu acompanho bem”, ela acrescenta.
Farise já passou por vários lugares, tanto dentro quanto fora do Brasil, mas alguns ainda estão na lista de desejos. “Morro de vontade de ir para o México, à casa da Frida Kahlo. Ainda não deu certo, mas vai dar. Outro lugar que eu tenho muita vontade de conhecer é Fernando de Noronha.”
Pacotes planejados
Sócio da agência de viagem Venturas, Jota Marincek, 47 anos, trabalha com roteiros de viagens voltados para clientes da melhor idade. “Fiz uma viagem para Machu Picchu com três casais de mais de 60 anos que me demandavam atividades para eles. Depois, resolvemos fazer uma viagem por ano voltada para esse público.”
Jota explica que algumas medidas são tomadas para que o grupo tenha a melhor viagem possível. “Temos a presença de alguém com experiência em lidar com esse público; ajuda no aeroporto, na hora do check-in, nas refeições. É uma assistência 24h.”
O grupo da agência de Jota Marincek em viagem ao Atacama
A acessibilidade também é prioridade. “Evitamos hotéis em que os quartos tenham deslocamentos longos, andares altos. Também precisa ter elevador.” Na hora de montar o roteiro, o cuidado está voltado para o esforço físico. “Em atividade que dura o dia inteiro, mas em que não se anda toda hora, todos são incluídos. Quando a atividade é mais puxada, damos uma alternativa mais leve para quem preferir,” conta Jota. Para o empresário, viajar com os idosos é uma experiência e tanto. “Eu aprendo muito. Quem encara essas viagens tem uma história de vida muito interessante”, explica.
Queixas
Tanta disposição para viajar vem com alguns contras. A pesquisa Hábitos de turismo na terceira idade, realizada pela Fundação Instituto de Administração (PROVAR/FIA), em parceria com o Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar), revelou as principais dificuldades dos viajantes que estão na terceira idade.
De acordo com o estudo, o maior problema relacionado a alimentação — que atinge 37,8% dos entrevistados — é a falta de um cardápio especial para hipertensos e diabéticos, entre outras doenças. No quesito hospedagem, a principal queixa, que afeta 31,3% do grupo estudado, é a carência de assessorias especializadas no atendimento de turistas de diferentes faixas etárias. Banheiros sem apoio, falta de rampas e corrimões também entram na lista de reclamações.
Prevenção
Não há proibição; o idoso pode viajar o quanto quiser e para onde sentir vontade. Só é preciso ter um pouco mais de atenção. Quando o assunto é saúde, cuidados nunca são demais. A geriatra do Hospital Santa Lúcia Tatiana Peron explica que “o principal é conversar com o médico antes (da viagem) para saber o que fazer caso algo ocorra e para pegar o receituário. Tem que comprar os remédios, com sobra, e levar a receita caso alguém pergunte o que são todos aqueles remédios.”
É importante ficar atento ao clima do local, já que pessoas mais velhas sofrem um pouco mais com temperaturas muito altas ou muito baixas. “Melhor optar pela primavera e o outono, quando as temperaturas são mais leves”, completa Peron. Caso não seja possível escolher, fique atento aos cuidados que cada temperatura exige — como beber muito água no calor.
Viagens com mais de quatro horas podem causar trombose e embolia pulmonar, segundo alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, se houver cuidado, não há com o que se preocupar. Peron explica que em viagens de ônibus é mais fácil evitar problemas, já que paradas ao longo do caminho são possíveis. “Em viagens de avião, é importante beber muita água e andar a cada duas horas.” Evitar a ingestão de álcool e de sedativos fazem parte do rol de recomendações da especialista.
Contratar um seguro de viagem — tanto nacional como internacional — também é aconselhável. Apesar de ser um pouco mais caro para pessoas idosas, o seguro ajuda muito na hora do aperto. “Todos devem viajar com o seguro-saúde com a cláusula de doença preexistente”, completa Tatiana Peron.
» Perfil
A pesquisa Hábitos de turismo na terceira idade também traçou o perfil do viajante brasileiro com mais de 60 anos. Confira algumas das preferências desses turistas:
» 43,1% exercem atividades diversas; os aposentados somam 41,8%;
» 68,7% preferem fazer viagens pelo Brasil; enquanto 31,3% afirmaram colocar viagens ao exterior em primeiro lugar;
» 61,4% gostam de viajar fora das férias escolares e 23,4%, em folgas prolongadas;
» Mais de 50% dos entrevistados optam por roteiros históricos;
» 54% fecham suas viagens por meio de agentes e apenas 23,9% pesquisam pela internet;
» 72,4% preferem viajar por meio aéreo, contra 4,3% que escolhem transporte próprio;
» Mais de 70% têm interesse em viajar com grupos de idades diferentes;
» A maior parcela dos entrevistados — 46,9% — gosta de viajar para áreas serranas, seguido por 45,8% que preferem destinos com praias.
A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.
Significado de Turista
Indivíduo ou grupo de indivíduos que se deslocam do seu lugar de origem (moradia) para realizar viagem superior a 24h, usufruindo da infra-estrutura do local visitado, sem fixar residência ou renda, motivados por situações diversas (lazer, descanso, eventos, atividades).
O Turismólogo
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