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domingo, 28 de junho de 2015

Jogos Mundiais Indígenas prometem movimentar o turismo e promover o Brasil

Com o lema: “o importante não é ganhar, e sim celebrar”, o campeonato deve reunir 2,2 mil atletas de 22 países

Por Darse Júnior

Lançamento nacional da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Lançamento nacional da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Por Darse Júnior
O lançamento dos Primeiros Jogos Mundiais dos Povos indígenas foi marcado por cantos e orações indígenas, a música “Um Índio”, interpretada por Margareth Menezes, o hino nacional tocado por Hamilton de Holanda, e discursos em defesa da diversidade. Representantes de vinte e quatro etnias brasileiras e de outros 22 países estiveram presentes no evento, que também abriu um congresso técnico para definir as regras do torneio. As habilidades esportivas dos indígenas serão postas à prova entre os dias 23 de outubro a 1º de novembro, em Palmas (TO). 
A presidenta Dilma Rousseff participou da cerimônia e garantiu presença na abertura, em outubro. Para o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, os jogos ajudam a projetar o Brasil no cenário internacional. “Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas são mais um gesto nosso no sentido de se abrir para o mundo, mostrando a nossa capacidade de oferecer oportunidades a todos de crescer, se desenvolver e se alegrar”, afirmou Alves. Segundo ele, o evento ressalta características positivas do país. “Mostramos um Brasil democrático, que respeita a própria história e as diferenças”, afirmou. É a primeira vez que um evento esportivo-cultural reúne uma diversidade tão grande de etnias.
O congresso técnico com as delegações dos países participantes para definir as normas do evento, as regras dos jogos e a programação geral vai até quinta-feira (25). Entre as modalidades a serem disputadas destacam-se o tiro com arco e flecha e o Xikunahity, futebol de cabeça, além de alguns jogos ocidentais, como o atletismo e a natação. A escolha do país como sede ocorreu no ano passado, em Cuiabá, durante a 12ª edição nacional dos Jogos Indígenas. O evento é organizado pelo Comitê Intertribal Indígena (ITC), em parceria com o Ministério do Esporte.
A presidenta Dilma Rousseff participa do lançamento nacional da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Valter Campanato/Agência Brasil)
Lançamento nacional da primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Valter Campanato/Agência Brasil)
O lançamento dos jogos e a abertura do congresso no Estádio Nacional tiveram a presença do presidente ITC, Marcos Terena, articulador internacional do evento; dos ministros do Esporte, George Hilton; e da Justiça, José Eduardo Cardozo; do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz; do prefeito de Palmas, Carlos Amastha; e de representantes do Governo de Tocantins. 
O Brasil abriga mais de 817 mil indígenas, distribuídos por 305 etnias, que mantém seus costumes em 274 idiomas. Entre os países que disputarão os jogos estão: Argentina, Chile, Canadá, Estados Unidos, México, Paraguai e Uruguai. Eles são, também, os principais países emissores de turistas para o Brasil, segundo dado do Ministério do Turismo. 
CULTURA INDÍGENA NOS DESTINOS BRASILEIROS

Nomes de diversos destinos turísticos têm origem indígena, como Aracaju (SE), que significa cajueiro das araras; Bertioga (SP) que significa morada do peixe branco; Guarapari (ES), armadilha de pássaros; e Itajaí (SC), rio pedregoso. A tribo mais numerosa atualmente são os Tikunas, qu habitam o estado doo Amazonas; os Guarani Kaiowás, do Mato Grosso do Sul; além dos Kaingang, do Sul do Brasil, de acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Há populações indígenas em todos os estados, segundo dados do Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2010.
 logo agência de notícias

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Jovens africanos escolhem a cidade de Palmas para viver e se qualificar.

Atualmente 21 africanos estudam na Universidade Federal do Tocantins. Aires Panda considera Palmas a capital das oportunidades.

Jesana de JesusDo G1 TO

O angolano Aires Panda não conhecia Palmas, mas quando chegou, percebeu que aqui é a capital das oportunidades (Foto: Aires Panda/Arquivo Pessoal)O angolano Aires Panda não conhecia Palmas, mas quando chegou, percebeu que aqui é a capital das oportunidades (Foto: Aires Panda/Arquivo Pessoal)
Quando o angolano Aires Paulo Pedro Panda, de 25 anos, desembarcou no Brasil, em 2009, ouviu dizer que em Palmas “só tinha índio”. Era a primeira vez que ele saía do continente africano para começar a faculdade de administração em uma cidade até então desconhecida. Ao chegar na capital mais nova do Brasil, Aires achou tudo diferente, calmo, mas percebeu que Palmas era a cidade das oportunidades.

O angolano é um dos 21 africanos que estudam na Universidade Federal do Tocantins (UFT) atualmente. Eles foram selecionados por meio do Programa Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G), firmado entre o governo brasileiro e países da África, América Latina, Caribe e Ásia. Segundo a Diretoria de Assuntos Internacionais da UFT, a universidade oferta por ano, uma média de 64 vagas em vários cursos e possui hoje alunos da Angola, Cabo VerdeGuiné-Bissau, Congo e Haiti .
 
Aires Panda mora em Palmas desde 2009 e está prestes a se formar em administração pela UFT (Foto: Aires Panda/Arquivo Pessoal)
Aires Panda mora em Palmas desde 2009 e está
prestes a se formar em administração pela UFT
(Foto: Aires Panda/Arquivo Pessoal)
Aires conta que quando soube que viria para Palmas, fez uma busca rápida na internet, mas que descobriu pouca coisa sobre a cidade. O africano estiloso e que gosta de divulgar a cultura do seu país, ficou temeroso pelo que ele iria encontrar. A cidade calma e pouco movimentada agradou o angolano. “Eu achei aqui muito bom, ando à vontade. É uma cidade tranquila, mas claro que não podemos descuidar”.

Aqui, o estudante é engajado e gosta de promover a cultura africana na UFT. Este ano, eles vão promover a 10ª edição da festa africana, que acontece anualmente em Palmas e que visa promover o intercâmbio entre as culturas.
 Embora Palmas seja a capital das oportunidades, ela é também um lugar de passagem para muitos estudantes, que vêm de outros lugares, se qualificam aqui e retornam para o lugar de origem. Este ano, Aires se prepara para concluir a faculdade e voltar para a Angola. De acordo com o convênio, após a colação de grau, o estudante deverá preparar-se para retornar a seu país de origem em período não superior a três meses. Na África, ele pretende trabalhar na área em que se qualificou em Palmas, no setor bancário ou auxliando a mãe no setor de locação de imóveis.


Aires vai embora, mas Palmas vai ficar na lembrança e no coração dele. “Isso foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. A cidade me acolheu, fiz bons amigos, vivi muitas coisas inesquecíveis. Aqui tem pessoas de todos os lugares, que chegam e que ficam para crescer com a cidade”

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Curiosidades


Qual o significado da palavra TURISMO?

A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.

Significado de Turista

Indivíduo ou grupo de indivíduos que se deslocam do seu lugar de origem (moradia) para realizar viagem superior a 24h, usufruindo da infra-estrutura do local visitado, sem fixar residência ou renda, motivados por situações diversas (lazer, descanso, eventos, atividades).

O Turismólogo

O Turismólogo é o profissional de nível superior que conhece, analisa e estuda o turismo em sua totalidade.


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