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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Turismo à frente do tempo: pousada na Bahia é pioneira em transações com criptomoedas

 Considerada um refúgio à beira-mar, A Casa de Gabriella combina inovação e acessibilidade, oferecendo uma experiência única em Itacaré.

Fotos: Lupércio Oliveira

Nas areias douradas de Itacaré, um destino de verão na Bahia ganha destaque não apenas pelas suas praias paradisíacas, mas também por se tornar pioneiro na aceitação de criptomoedas. A Casa de Gabriella, pousada situada no coração da cidade, tem se destacado como uma opção única para turistas que buscam não apenas sol e mar, mas também liberdade financeira.

 O empreendimento, fundado em dezembro de 2018 pelos proprietários Gabriella e Max Ziegler, não é só uma hospedaria de luxo, mas um exemplo de inovação tecnológica. Localizada a poucos metros das praias Concha e Resende, a pousada oferece uma experiência única ao aceitar pagamentos em criptomoedas, proporcionando aos visitantes autonomia e descontos exclusivos de até 20% nas reservas virtuais.


Fotos: Lupércio Oliveira

No cenário atual em que o Brasil ocupa o 7º lugar mundial em adoção de criptomoedas, A Casa de Gabriella destaca-se como uma das poucas no estado da Bahia a abraçar essa revolução financeira. Em um país com cerca de mil estabelecimentos físicos que aceitam criptomoedas, o destino revela-se como uma opção de vanguarda, antecipando-se a um mercado em crescimento exponencial.

 "As criptomoedas, de fato, é mais uma conquista de liberdade e democracia financeira. Por tal razão, implantamos na pousada um sistema de algoritmos de IA (Inteligência Artificial), que analisam dados como taxa de ocupação, diária média, RevPar, e cesta competitiva, que nos indicam em tempo real o melhor preço a oferecer. O pagamento em cripto é a lógica sequencial para acessar descontos que esse mercado digital disponibiliza. Recentemente ela foi certificada com o título Binance Merchant,  e, portanto, estamos habilitados a aceitar pagamentos com até 50 tipos de moedas virtuais", explicam os proprietários.

 Na alta estação de verão e pré-carnaval, os destinos baianos experimentam uma explosão de interesse por parte de viajantes em busca de clima tropical, praias deslumbrantes e experiências autênticas. A decisão em adotar criptomoedas como forma de pagamento não apenas representa um salto inovador no setor hoteleiro da Bahia, mas também reflete a crescente demanda por opções financeiras modernas e flexíveis por parte dos turistas. 

 Inovação além do luxo: a experiência sofisticada e inclusiva na Casa de Gabriella

 Além da visão inovadora, a pousada também se destaca por sua estrutura sofisticada. Com quatorze suítes divididas em categorias, piscina privativa e uma arquitetura arrojada, A Casa de Gabriella é uma experiência que vai além do convencional. Os proprietários, sensíveis à inclusão, garantem acessibilidade para pessoas com deficiência, adaptando áreas como suíte, piscina, restaurante e áreas de convívio.

 A piscina acessível é um dos raros luxos em Itacaré, proporcionando rampas, piso antiderrapante e nível ideal da água, garantindo independência e segurança para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Cumprindo a legislação vigente, o espaço oferece não apenas a quantidade mínima de acomodações adaptadas, mas vai além, transformando espaços que antes eram obstáculos em áreas amplas e de livre acesso.

 Atualmente dispomos de suítes amplas, que facilitam a mobilidade dos hóspedes, livre circulação na área comum, rampas, corrimões, mobílias acessíveis, entre outros instrumentos que podem ser simples, mas que tornam o dia a dia dessas pessoas com essa condição menos exaustivo. Itacaré e o Brasil como um todo precisa avançar muito nessa questão, mas acredito que o primeiro passo já foi dado”, ressaltam Max e Gabriella Ziegler.

 Em uma cidade que é conhecida como o 'destino completo' baiano, A Casa de Gabriella destaca-se como um oásis de tranquilidade e conforto. Projetada pelos renomados designers André Lima e Karina Vargas (apresentadores do programa ‘Admirável Móvel Novo’ - GNT), a pousada equilibra a contemporaneidade com a história e cultura local, proporcionando uma experiência única aos seus hóspedes.

 Itacaré, a cerca de 70 km do aeroporto de Ilhéus, revela-se não apenas como um paraíso de praias, cachoeiras e trilhas, mas também como o refúgio ideal para quem busca a fusão entre inovação, acessibilidade e o charme autêntico baiano.


Por Ricardo Henrique

Adaptação: Carlos Regius

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Dono de pousada é preso com pés de maconha na Bahia, diz polícia

Flagrante ocorreu nesta terça em Barra Grande, Península Maraú. Conforme a polícia, homem alegou uso medicinal da planta.

Do G1 BA
Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)


























O dono de uma pousada localizada no distrito de Barra Grande, na Península de Maraú, no Baixo Sul da Bahia, foi preso em flagrante com pés de maconha dentro da casa onde mora, nesta terça-feira (20). O local é um dos destinos turísticos mais procurados da Bahia durante o verão e conhecido pela piscinas naturais das praias da região.
Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dono de pousada foi preso com pés de maconha
em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
De acordo com o delegado Marcos Larocca, titular da Delegacia de Maraú, no imóvel, localizado ao lado da pousada, na Praia da Ponta do Mutá, foram encontrados 19 vasos com pés de maconha, três mudas plantadas no terreno, além tabletes de maconha prontos para venda.
Segundo a polícia, os investigadores chegaram até a residência após denúncia anônima. O suspeito, que tem 44 anos, foi preso por volta das 9h. A polícia informou que ele já havia sido autuado por porte ilegal de arma, anteriormente.
"Fizemos o flagrante da droga dentro da casa, ao lado da pousada, onde ele [dono da pousada] reside com a esposa e dois filhos. Ele é dono da pousada e admitiu que o plantio era dele, mas alegou que tinha caráter medicinal", afirmou o delegado, em contato com o G1.
Ainda no imóvel, conforme o delegado, foi encontrada uma uma estufa com iluminação especial para o cultivo das plantas. "Obtivemos a informação de que essa pessoa estava cultivando a droga no local e começamos a investigar", apontou o delegado.
O dono da pousada será indiciado por tráfico de drogas. Ele foi levado para a Delegacia de Maraú, onde, até o publicação desta reportagem, permanecia custodiado. O delegado informou que já solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante do suspeito em preventiva.
O homem poderá ser transferido nos próximos dias para o presídio de Valença, cidade localizada também no baixo sul baiano. Já a droga apreendida, foi encaminhada para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ihéus, onde será periciada.
Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dono de pousada foi preso com pés de maconha em casa na Bahia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

domingo, 20 de abril de 2014

Conheça pousada flutuante da Amazônia com base comunitária

Uma das principais apostas das comunidades da Reserva Mamirauá para garantia de renda às gerações futuras é o turismo ecológico de base comunitária. A exemplo do que fazem em outras atividades, o turismo é desenvolvido tendo como pilar a questão da sustentabilidade e tem como carro chefe a Pousada Uacari, um empreendimento flutuante administrado pelas próprias comunidades com a ajuda do Instituto Mamirauá. O local é frequentado, principalmente, por estrangeiros.

A equipe da Agência Brasil saiu de Brasília com destino a Manaus em 5 de fevereiro. Na manhã seguinte, repórter e fotógrafo deixaram a capital amazonense em direção a Tefé e à reserva Mamirauá. Para chegar às comunidades localizadas na reserva, a reportagem teve de fazer percursos de até três horas em lancha e desbravar a pé matas fechadas em trilhas que duravam horas. Aqui, a Pousada Uacari (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
A equipe da Agência Brasil saiu de Brasília com destino a Manaus em 5 de fevereiro. Na manhã seguinte, repórter e fotógrafo deixaram a capital amazonense em direção a Tefé e à reserva Mamirauá. Para chegar às comunidades localizadas na reserva, a reportagem teve de fazer percursos de até três horas em lancha e desbravar a pé matas fechadas em trilhas que duravam horas. Aqui, a Pousada Uacari (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Pousada Uacari dá retorno financeiro aos ribeirinhos e às comunidades. “Com mais de 15 anos de existência, ela é um laboratório para atividades de ecoturismo e uma fonte de renda para as comunidades”, explica o gestor operacional da pousada e integrante do Programa Turístico de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, Gustavo Pereira Pinto.

Segundo ele, dois fatores fazem dela uma experiência inovadora: “O primeiro é a conservação do meio ambiente; um laboratório para atrair turistas, mas sem prejudicar o meio ambiente. Em segundo lugar está a cogestão pelos próprios comunitários [cerca de 40 pessoas]. Eles decidem o que deve ser feito”, disse Pereira Pinto.

DUAS PLACAS
A preocupação com a sustentabilidade do negócio está em todo canto da pousada flutuante. A comida é obtida nas roças plantadas pelas próprias comunidades. O aquecimento da água e a iluminação são à base de energia solar. A água das torneiras é retirada do próprio rio, e o esgoto recebe tratamento antes de ser despejado.

Cada bangalô possui duas placas de energia solar. Uma para aquecimento de água e outra para luz elétrica. Todos têm também caixa de dejetos, que filtram os resíduos antes de jogá-los no rio. Para melhor limpeza, são usados dois tambores de plástico com capacidade para 200 litros cada. Em um dele são depositadas as fezes e, no outro, cheio de pedaços de tijolos, é feita a filtragem anterior ao despejo.

“A água fica 90% limpa antes de ser despejada no rio. De tempos em tempos, os tambores são limpos, após a parte sólida ser removida e colocada em um buraco sob folhas. Enterrada, vira adubo”, explica o supervisor de lazer e manutenção, Antônio Coelho Rodrigues, 35 anos.

Mais de 70% do público que visita a pousada vêm do exterior. Em geral, casais com idade entre 30 e 50 anos, vindos dos Estados Unidos (EUA), do Reino Unido, da Alemanha, França e Holanda. “A Amazônia é um fetiche para o mundo todo e isso favorece o negócio dos ribeirinhos”, disse Gustavo. “Outro motivo que desperta interesse turístico é o fato de ela [a Pousada Uacari] já ser referência em guias de turismo e em revistas estrangeiras, principalmente dos EUA e da Inglaterra”, acrescentou.

ALTERNATIVA
“Os resultados mostram o estabelecimento de alternativa econômica, com benefícios individuais e coletivos; a diminuição do fluxo sazonal de caixa nos períodos de seca e de cheia [alta temporada]; a formação de recursos para proteção e vigilância da região, em especial para evitar pesca predatória, além de maior qualificação profissional e fortalecimento da organização comunitária”, disse Gustavo Pereira Pinto.

Ele cita como desafios para o futuro, a preservação das atividades econômicas tradicionais, de forma a evitar que os ribeirinhos as abandone; o fortalecimento da organização comunitária; a renovação da infraestrutura; a manutenção e melhoria da qualidade dos produtos; a formação de multiplicadores; o ensino do inglês aos moradores e o aumento da taxa de ocupação da pousada.

24 PESSOAS
Atualmente, a Pousada Uacari tem capacidade para hospedar até 24 pessoas, divididas em cinco bangalôs com dez quartos. O objetivo é receber mil turistas a cada ano, número que ainda não foi atingindo. “Chegamos a pouco mais de 800”, disse Gustavo.

Entre as atividades promovidas pela equipe de 40 pessoas, há passeio por trilhas repletas de animais (na época da cheia é possível percorrer de canoa as copas das árvores, o que torna o passeio ainda mais bonito); visita ao Lago Mamirauá, onde há uma base para estudo dos botos da região; pesca tradicional de piranhas; e visitas a comunidades ribeirinhas – em especial, a quatro das oito mais envolvidas com a pousada: Vila de São José, Caburini, Boca do Mamirauá e Vila Alencar.



Fonte: Agencia Brasil




Curiosidades


Qual o significado da palavra TURISMO?

A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.

Significado de Turista

Indivíduo ou grupo de indivíduos que se deslocam do seu lugar de origem (moradia) para realizar viagem superior a 24h, usufruindo da infra-estrutura do local visitado, sem fixar residência ou renda, motivados por situações diversas (lazer, descanso, eventos, atividades).

O Turismólogo

O Turismólogo é o profissional de nível superior que conhece, analisa e estuda o turismo em sua totalidade.


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