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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Em nota oficial, Flávio Alvarenga, presidente do Sindegtur-CE fala sobre os 10 anos do Ministério do Turismo com relação aos guias

O Ministério do Turismo “festeja” dez anos, e, o que mudou para melhor para o Guia de Turismo e para a proteção do turista consumidor?

Presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do Ceará, Sr. Flávio Alvarenga
Arquivo Cidade Brasil Turismo - 
Foto: Paulo Almeida

Com certeza não há o que festejar, podemos sim, lamentar, pois no episódio de corrupção investigado pela Polícia Federal contra o Ministério do Turismo e pessoas do seu alto escalão, tal fato envergonhou aos Guias de Turismo, que por força de Lei, era obrigado a usar a credencial de forma ostensiva, e tínhamos que explicar que nós não éramos iguais a eles.

Período difícil que passamos, não podemos comemorar.

Alguns poderão dizer que muitas obras foram executadas ou estão sendo executadas com a verba repassada pelo Ministério do Turismo, o que é uma verdade, porém aqui no Ceará e particularmente em Fortaleza, outras tantas estão paradas em claro prejuízo ao turismo e ao turista, falta responsabilizar direta e imediatamente os detentores do poder pela não execução da obra contratada.

E a fiscalização que se encontra na Lei e o próprio Ministério do Turismo não cumpre e não faz cumprir?

O Guia de Turismo que paga seu imposto e cumpre todas as suas outras obrigações, assiste impotente um enorme número de pessoas sem qualquer qualificação, tomar o lugar daquele que concluiu o Curso Técnico de Guia de Turismo e não é chamado para trabalhar em virtude da omissão das autoridades responsáveis pelo setor.

Assim, o que devemos comemorar?

No Ceará não é diferente dos demais Estados da Federação com somente uma peculiaridade, existia aqui uma pequena equipe de fiscalização há alguns anos, e graças à coragem do Secretário de Turismo, ela foi desfeita, com o resultado que todos assistimos diariamente, veículos sem condições de atender ao turista, veículos sem guia de turismo, pessoas com camiseta de guia de turismo e não são guias, tanto na região leste como região oeste, fato cansativamente denunciado inclusive no Conselho Municipal de Turismo de Fortaleza e no Fórum de Turismo.

E pasmem senhores (as) por incrível que pareça, a Regional do Ministério do Turismo aqui no Ceará não tem nem uma sala, vive no interior da Secretaria de Turismo do Estado, e temos desta forma um órgão Federal que não tem independência em seus procedimentos, já que depende do órgão Estadual para seu funcionamento.

Já tínhamos colocado o caso do estupro de uma turista no Estado do Rio de Janeiro, fato de conhecimento mundial através dos meios de comunicação, e que aconteceu também em virtude da falha de fiscalização, pois ela embarcou em um local turístico e iria desembarcar em outro local turístico, segundo a reportagem, lembrando ainda que no Rio de Janeiro existe estrutura para fiscalizar veículos e demais prestadores de serviços que trabalham no turismo e aqui no Ceará?

Deste caso específico, o Ministério do Turismo, não veio a público se manifestar sobre o assunto, como se não tivesse a sua parcela de responsabilidade sobre o turista, e, se o Ministério do turismo não tem qual o Ministério que tem?

Então, festejar o que?

Este fato isolado não é o primeiro, vários outros casos no País aconteceram também com pessoas que se diziam Guias de Turismo e não eram além de enganar ao turista ainda praticavam as suas maldades, no Ceará está cheio disto.

Falta fiscalização, falta responsabilidade, falta proteção ao turista consumidor, devemos comemorar o que?

Este Sindicato já cansou de mandar e-mail para autoridades e nesta última visita do Ministro do Turismo na cidade de Fortaleza, para comemorar a distribuição de verba para obras no “mercado do peixe” também nos foi indicado para mandar e-mail, como se mandar e-mail resolvesse o problema e /ou como se estivéssemos falando de algo que o próprio Ministro não tivesse conhecimento.

Uma coisa o Ministro pode estar certo, não queremos dinheiro do Ministério, não ficamos com o pires na mão, e não lhe damos “falsos tapinha nas costas” queremos que se cumpra a Lei, será assim tão difícil?

Anteriormente já fizemos esta ação mandar e-mail e o fizemos diretamente para a assessora do Ministro que esteve no Ceará, resultado? Nenhuma resposta.

Será que ela leu? Levou ao conhecimento do Ministro?

Realmente não temos o que comemorar.

Flávio Alvarenga - Presidente do Sindegtur-CE 


Turistas brasileiros enfrentam cenário de "guerra" na Turquia

"Vi pessoas com lenços no rosto, máscaras de mergulho e óculos de natação para proteger os olhos. Não estava entendendo nada", diz o brasileiro Wolfgang Menke, 32, sobre o cenário que encontrou quando voltava, há três dias, de um passeio à parte asiática de Istambul, que é dividida pelo estreito de Bósforo.
foto ilustrativa

Em visita à cidade, Menke e a mulher, Renata Baccarat, 29, ficaram hospedados nos arredores da Taksim, praça que se tornou o epicentro dos protestos que se espalharam para outras áreas da Turquia.
Do porto onde param as balsas que retornam do lado asiático da cidade, no bairro vizinho à praça, "já dava para sentir o cheiro de gás lacrimogêneo [usado pela polícia] e estava quase impossível respirar", conta.
Enquanto tentava voltar ao hotel, Menke afirma ter visto "várias pessoas lavando o rosto com leite ou suco de limão, para aliviar os sintomas causados pelo gás".
"Não acho que isso ajudava, mas as pessoas estavam desesperadas. Até minha garganta estava fechada e meus olhos, vermelhos", diz.
Mais à frente, uma mulher advertiu o brasileiro: "Duas pessoas já morreram, não vá para lá". Quando viu o casal prosseguindo em direção ao hotel, ela gritou: "Corram e torçam para [o gás] não ter entrado no quarto de vocês".
Quando chegaram à praça Taksim, conhecido ponto turístico de Istambul, cercado por hotéis e restaurantes, a área era palco de confronto entre polícia e manifestantes.
"A praça virou um campo de guerra. Eles [os policiais] estavam jogando gás para todos os lados."
Segundo Menke, não houve qualquer suporte ou proteção a quem estava apenas visitando a área -e não participando dos protestos.
"Eles não queriam nem saber, jogavam as bombas [de gás] na direção das pessoas, estavam ignorando turistas. Só os hotéis ali foram solícitos, abrigando pessoas em seus corredores."
Durante a noite, o brasileiro diz que era impossível dormir, por causa das explosões.
"Fiquei na janela observando e era uma cena absurda. Ouvi uma garota gritando por uns 30 minutos. Falaram na TV que eram extremistas protestando, mas eu só vi idosos e jovens que não reagiam", diz.
Na manhã seguinte, quando Menke e a mulher viajariam à Capadócia, era difícil encontrar um táxi que os levasse ao aeroporto. Acabaram dividindo um carro com outro casal de turistas.
No aeroporto, o casal disse ter avistado um avião trazendo mais policiais -se trataria de um reforço para os protestos dos próximos dias.

MARÍLIA MIRAGAIA
DE SÃO PAULO(Folha)



Curiosidades


Qual o significado da palavra TURISMO?

A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.

Significado de Turista

Indivíduo ou grupo de indivíduos que se deslocam do seu lugar de origem (moradia) para realizar viagem superior a 24h, usufruindo da infra-estrutura do local visitado, sem fixar residência ou renda, motivados por situações diversas (lazer, descanso, eventos, atividades).

O Turismólogo

O Turismólogo é o profissional de nível superior que conhece, analisa e estuda o turismo em sua totalidade.


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