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quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Gastos de estrangeiros no Brasil crescem 68% em 2022

 US$ 5 bilhões foram deixados no país por turistas internacionais. Ministério do Turismo atuará para ampliar resultado, que contribui para impulsionar a economia no país

Crédito: Arquivo MTur

Os estrangeiros deixaram no país US$ 4.952 bilhões em 2022, segundo as estatísticas do setor externo, divulgadas nesta quinta-feira (26.01) pelo Banco Central do Brasil (Bacen). O montante representa um crescimento de 68% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados US$ 2.947, demonstrando recuperação do setor. O número também mostra uma alta de 62,6% em comparação ao ano de 2020, ano do início da pandemia de Covid-19.
 

Para a ministra do Turismo, o ano de 2023 promete ser um dos melhores para o setor brasileiro, com a atração de mais turistas estrangeiros para os destinos nacionais. “Como já disse o presidente Lula, os argentinos já estão retornando ao nosso país, assim como os uruguaios e turistas dos países vizinhos. Vamos trabalhar para que mais turistas, incluindo mercados mais distantes, possam retornar ao nosso país”, destacou Daniela Carneiro.
 

O Bacen também divulgou os dados relativos ao mês de dezembro. Ao todo, foram gastos US$ 471 milhões, o melhor resultado para um mês ao longo de 2022, considerando que marca o início do verão e, consequentemente, da alta temporada no país. Foi também o melhor dezembro em três anos (2020-2022).
 

Os números também refletem o aumento de turistas internacionais no Brasil, a partir da reabertura de fronteiras entre os países. Em 2022, de janeiro a novembro, dados da Polícia Federal, consolidados pelo Ministério do Turismo e Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) apontaram a chegada de mais de 3,1 milhões de turistas. Para título de comparação, nos últimos dois anos (2020-2021), sob os impactos da pandemia, o Brasil havia recebido 2,9 milhões de turistas internacionais.


AssCom MTur






Adaptação: Carlos Regius

domingo, 14 de abril de 2013

Refugiados que habitam a fronteira do Acre no Brasil, sofrem com tratamento diferenciado


Africanos reclamam de tratamento desigual na fronteira do Acre

No centro do abrigo lotado de imigrantes haitianos em Brasileia, no Acre, cerca de 30 homens agrupados destoam da ruidosa multidão ao redor. Sentados em seus colchões, leem em voz baixa o Corão, livro sagrado dos muçulmanos.
"Todo dia pedimos a Deus que nossa estadia aqui termine logo", diz à BBC Brasil o senegalês Ahmadou Thiao, de 27 anos.
Como Thiao, há no abrigo outros 71 imigrantes do Senegal à espera de um visto para viver no país. E o Islã, fé seguida pela maioria do grupo, não é o único fator a diferenciá-los dos cerca de 1.200 haitianos em Brasileia.
Enquanto os caribenhos recebem seus vistos em poucas semanas e logo deixam a cidade rumo ao Sul e Sudeste, alguns africanos já aguardam há mais de dois meses por sua regularização – e sem qualquer garantia de que entrarão. A incerteza é compartilhada por oito dominicanos, dois nigerianos e um bengali.
"A situação de onde venho está tão ruim quanto a do Haiti. Por que o governo brasileiro não nos trata da mesma maneira?", queixa-se o nigeriano Sunday, de 41 anos.
Fluxo migratório
Parte da explicação está numa resolução de 2012 do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), que criou um esquema especial para a concessão de vistos de trabalho a haitianos.
A medida, tomada após milhares de haitianos se arriscarem em longas travessias para ingressar no Brasil por fronteiras no Norte, autorizou a emissão de 1.200 vistos mensais a imigrantes pela embaixada brasileira no Haiti.
Com isso, o governo esperava controlar o fluxo migratório e estimular a vinda de haitianos por avião. No entanto, o número de vistos mostrou-se muito inferior à demanda: nos últimos 15 dias, cruzaram a fronteira no Acre mais de 1.300 haitianos, número maior que a cota anual de vistos dados na embaixada.
Imigrantes em Brasileia dizem ainda que, além da longa espera para agendar entrevistas para tirar o visto em Porto Príncipe, a burocracia desencoraja o procedimento. Assim, embora mais caro, entrar pela Amazônia mostra-se mais atraente – ainda que exija atravessar outros países (Equador, Peru e, em alguns casos, também Bolívia) e sujeitar-se a atravessadores.
Fronteiras
Após a resolução do CNIg, a Polícia Federal chegou a fechar as fronteiras na Amazônia, bloqueando a entrada de haitianos sem vistos. No entanto, o governo acabou optando por reabri-las e por também emitir vistos na divisa, além da cota da embaixada.
A decisão, porém, só abarcou os haitianos. Na quarta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse a jornalistas que "o restante dos imigrantes terá tratamento baseado na política internacional brasileira conduzida pelo Ministério das Relações Exteriores."
Segundo o secretário da Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, o governo estadual fez um acordo com a Polícia Federal para que os haitianos sejam atendidos com prioridade, até que o número de pessoas no abrigo seja reduzido a 200, sua ocupação ideal.
Só depois disso, diz ele, os outros imigrantes serão entrevistados pelos agentes.
Para a maioria dos oito dominicanos no abrigo, a espera já dura um mês. Prevendo que não sairá de lá tão cedo, um deles – o pedreiro Miguel Rosário – já arranjou uma ocupação para cobrir pequenas despesas: vende sanduíches de queijo e presunto a outros imigrantes.
"Se não há outra opção, temos que esperar", diz ele à BBC Brasil.
Como o Haiti e a República Dominicana dividem a mesma ilha (Hispaniola), a notícia de que havia no Brasil trabalho para estrangeiros rapidamente cruzou a fronteira.
Rosário conta que passou a considerar a possibilidade de migrar após conversar com amigos do país vizinho. "Confirmei pela internet que as condições eram boas e fiz as malas." Ao longo de toda a sua viagem para o Brasil, ele esteve acompanhado por haitianos.
Um visto e uma chance

Disposto a trabalhar em qualquer área, o senegalês Boubacar Drame busca um visto e uma chance
Já os 72 senegaleses tiveram jornada ainda mais desgastante para chegar aqui.
De seu país natal, cruzaram a Mauritânia por terra até o Marrocos. De lá, viajaram de avião para a Espanha e, em seguida, ao Equador, onde se incorporaram a grupos de haitianos.
Alguns contam que foram encorajados a vir por amigos que já moram no país, principalmente em São Paulo. Outros, que não tinham planos de viver no Brasil, mas que a crise econômica tornou mais difícil migrar para a Europa e para os Estados Unidos.
Entre ficar no Senegal e tentar a sorte do outro lado do Atlântico, resolveram arriscar.
"Posso trabalhar na construção civil, como motorista ou comerciante", diz Boubacar Drame, 32 anos.
"Basta que me deem um visto e uma chance".

João Fellet
Enviado da BBC Brasil a Brasileia (Acre)
Atualizado em  12 de abril, 2013 - 20:51 (Brasília) 23:51 GMT

Os refugiados que habitam a fronteira do Acre em território brasileiro, reclamam do tratamento desigual que lhes é dispensado. São imigrantes oriundos de países aonde existe crise política e financeira, como principais agravantes que justificam a decisão de buscar novos horizontes. Vindos principalmente do Senegal e Haiti, desejam apenas construir uma vida digna baseada em trabalho e conquista de seus direitos. Dentre as principais dificuldades enfrentadas, consta a aquisição de visto o qual permita adquirir uma ocupação. Se a emissão de tal documento fosse mais simples, evitaria constrangimentos a esse povo tão sofrido que luta incessantemente pela sua auto-afirmação. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Peru cria estratégias para combater o crime organizado


Peru barra entrada de estrangeiro com antecedente criminal

O governo do Peru proibiu a entrada no país de estrangeiros com antecedentes criminais. A nova ordem foi emitida por meio de decreto. O objetivo, segundo as autoridades peruanas, é combater o crime organizado no país. A decisão partiu da Direção Nacional de Migração e estabelece que "os estrangeiros que perturbaram a paz no exterior ou ligados a grupos criminosos, contrabando e crime organizado não têm permissão para entrar no Peru".

Para executar a medida, as autoridades federais, com o suporte da Interpol, organização internacional de apoio à polícia criminal, criaram 27 postos nas áreas de fronteira. A ideia é que os postos controlem a entrada de estrangeiros e façam o monitoramento. Dos 27 postos, sete estão interligados, os localizados nas regiões de fronteira com a Bolívia e o Chile, por exemplo.
Em 2014, segundo as autoridades, estará em funcionamento o sistema biométrico de impressões digitais de identificação, semelhante ao que a Polícia Nacional utiliza. Provisoriamente, deverão ser emitidos passaporte e cartão de imigração eletrônica.
Pelos dados oficiais, em 2003, 3,3 milhões de estrangeiros entraram no Peru. Em 2012, o número de estrangeiros no país subiu para 12,5 milhões de pessoas. A previsão é que até 2018, 20 milhões de estrangeiros visitem o Peru.
Em 2012, segundo as autoridades peruanas, foram desativadas 4,5 mil gangues e recuperados 15 mil veículos roubados.

Fonte: Agência Brasil

Brilhante iniciativa adotada pela Direção Nacional de Migração do Peru, em combate ao crime organizado. Um verdadeiro exemplo a ser seguido pelos demais países latino-americanos. É preciso criar meios que impeçam a propagação de grupos especializados em furtos, tráfico, contrabando, estabelecendo assim a ordem. Que o Brasil possa viabilizar uma ação semelhante, intensificando a fiscalização nas fronteiras e monitorando a entrada de estrangeiros, com isso enfraquecendo o poder dos criminosos. Cabe às autoridades competentes definir meios que favoreçam a aplicação de tais medidas.  



sexta-feira, 1 de março de 2013

Salvador será sede do 2º Salão Baiano de Turismo que ocorrerá em abril de 2013


Cerca de 300 operadores estrangeiros no 2º Salão Baiano de Turismo

A ser realizado nos dias 10 a 14 de abril, no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, a segunda edição do Salão Baiano de Turismo deverá receber cerca de 300 operadores de viagem estrangeiros. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, dia 28, pelo secretário do Turismo do Estado, Domingos Leonelli, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), em Portugal.

De acordo com o gestor, a maioria dos executivos virá da Europa, onde estão os principais emissores de turistas estrangeiros para a Bahia. "É um mercado que envia mais de 200 mil pessoas para os destinos baianos por ano, portanto é uma excelente oportunidade de negócios", disse.


A segunda edição do Salão Baiano de Turismo será realizada paralelamente à Feira da Abav da Bahia e à BNTM.


Fonte: Brasilturis

A Bahia realizará um evento de grande porte no qual estarão presentes executivos ligados ao setor de viagens, sobretudo europeus, visando enaltecer o turismo regional. A meta é discutir resultados e com base neles favorecer a geração de negócios, uma vez que anualmente muitos estrangeiros procuram Salvador como destino a ser visitado. Eventos como esse destacam a importância de um compromisso quanto ao crescimento de setores ligados ao Turismo, ampliando seu desenvolvimento e gerando a abertura de novas perspectivas para tal. 















domingo, 24 de fevereiro de 2013

Brasileiros gastam cada vez mais em viagens ao exterior


Brasileiros nunca gastaram tanto no estrangeiro como em 2012
22 de Fevereiro de 2013 por Tiago da Cunha Esteves


Os gastos dos turistas brasileiros em destinos estrangeiros alcançaram um novo recorde em 2012: 22,2 mil milhões de dólares (16,7) mil milhões de euros, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.
Já no primeiro mês deste ano, a tendência manteve-se. Os gastos superaram os 2,2 mil milhões de dólares (1,6 mil milhões de euros), mais 14,6% em relação a Janeiro do ano passado.
A mesma fonte relaciona esta tendência de crescimento com “o baixo nível de desemprego” que se vive no Brasil e com o crescimento do rendimento disponível por habitante.
Em Portugal, os turistas brasileiros também têm gasto cada vez mais. No ano passado, entre Janeiro e Novembro, a subida foi de 4,6%, para mais de 374 milhões de euros, em comparação com o mesmo período de 2011.
Categoria: Destinos
O crescimento da Economia Brasileira tem gerado oportunidades de trabalho para todos, o que permite um aumento substancial em quantidade dos cidadãos que conseguem alcançar um padrão de vida mais estável. Isso reflete-se diretamente nos hábitos que passam a ser adotados, modificando o panorama atual. Hoje é possível investir mais em lazer pois o ganho real proporcionado pelo salário permite a realização de alguns planejamentos pessoais, como investimento em passeios turísticos. Proporcionalmente os gastos no exterior tornam-se maiores em virtude das reservas feitas, o que comprova que o brasileiro em sua maioria está aprendendo a valorizar melhor seu dinheiro. 



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Concessão de vistos de trabalho para estrangeiros no Brasil


Saiba como funciona a concessão de visto de trabalho para estrangeiros
Empresas devem justificar necessidade de trabalhador estrangeiro no país.
Companhia precisa ter 2/3 de trabalhadores brasileiros registrados.


O sistema de concessão de vistos do Brasil é por demanda, ou seja, é preciso que alguma empresa brasileira queira contratar um trabalhador estrangeiro. A empresa deve solicitar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a autorização de trabalho que vai se converter em visto temporário.
De acordo com a legislação brasileira, os brasileiros têm prioridade nas vagas e, por isso, as empresas devem justificar a necessidade da contratação do trabalhador estrangeiro. Os vistos de trabalho temporário são divididos em 4 categorias: até 90 dias, até 1 ano, até 2 anos com contrato de trabalho no Brasil e até 2 anos sem contrato de trabalho no Brasil.
"A contratação acontece na medida em que aquela atividade não pode ser suprida por um profissional brasileiro", explica Paulo Sérgio de Almeida, coordenador geral de imigração do Ministério do Trabalho e presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNig). Para contratar estrangeiros, a empresa deve ter dois terços de empregados que sejam cidadãos brasileiros.
O pedido de concessão de visto de trabalho pode ser feito pela internet, e a companhia é que tem o dever de iniciar o processo. Após essa etapa, a empresa deve enviar pelo correio a documentação da empresa e do futuro funcionário. Esse trâmite é o que concentra o maior número de problemas, já que os documentos do estrangeiro devem ser legalizados em repartição diplomática brasileira no exterior e traduzidos por  tradutor juramentado no Brasil.


"O problema é que a lei brasileira é de 1980 e esses processos para legalizar os documentos são complicados. O movimento de chegada dos estrangeiros começou e a lei não mudou. Tem uma lógica lá de trás, muito burocrática", afirma Almeida.

Na documentação, a empresa deve justificar a necessidade de contratação do estrangeiro e o MTE vai analisar o pedido. Com o deferimento, o MTE informa o Itamaraty para que o visto seja expedido no consulado do país em que o estrangeiro reside. O cônsul vai analisar se o estrangeiro pode ou não receber o visto.


De acordo com Almeida, o processo dura em média 30 dias. São 22 dias para a análise do MTE e o restante do período compreende ao trâmite no consulado.

Renê Ramos, advogado e sócio da Emdoc, consultoria especializada na área de imigração para o Brasil, acredita que o processo brasileiro não pode ser considerado demorado. "Ele está na média, mais ainda existe muito para melhorar. Mas, as empresas conhecem pouco a legislação", afirma.
"A maior dificuldade é se o estrangeiro não for bem orientado, não apresentar os documentos completos e não souber as informações que o MTE precisa ter. O prazo pode duplicar e o visto pode ser indeferido pela falta de consistência do processo", ressalta Marta Mitico, sócia do escritório BR-Visa, empresa que presta consultoria e assessoria em imigração.
A legislação brasileira não permite a "transformação" dos vistos, ou seja, um visto temporário de 90 dias, de 1 ano ou de 2 anos sem contrato de trabalho não pode ser alterado para um visto permanente ou um visto de turismo não pode se converter em um visto temporário de trabalho. Para obter uma nova modalidade de visto, o estrangeiro deve realizar um novo processo, de acordo com a modalidade desejada.


Apenas estrangeiros com vínculo empregatício no Brasil, cujo contrato de trabalho seja de 2 anos, poderão requerer a transformação do visto temporário em permanente caso o tempo de contrato seja estendido. Antes essa mudança só ocorria após 4 anos de trabalho, 2 anos prorrogáveis por mais 2.


Passo a passo para a obtenção do visto temporário de trabalho

1 - A empresa preenche pré-cadastro no site do MTE para iniciar o processo. A companhia receberá um número de “pré-cadastro” que deve ser enviado junto com os demais documentos para o MTE
2 - Documentação deve ser encaminhada ao MTE pelo correio:

- Preenchimento dos formulários – requerimento de autorização de trabalho e formulário da requerente (empresa) e do candidato
- Documentos do estrangeiro: documento de identificação (página do passaporte que constam os dados), documentos de qualificação profissional (diploma de escolaridade e experiência profissional) e formulário com os dados do estrangeiro – Diploma e documentos que comprovam a experiência profissional devem ser legalizados em repartição diplomática brasileira no exterior e traduzidos por tradutor juramentado no Brasil
- Documentos da empresa: contrato ou estatuto social, ato de eleição ou nomeação de representante legal, cópia do CNPJ, termo de responsabilidade em que a empresa assume despesa médica e hospitalar do estrangeiro e de seus dependentes, contrato de trabalho do estrangeiro, guia de recolhimento da União (GRU), no valor de R$ 16,93 e identificação dos locais em que o estrangeiro prestará serviço
Nesse pedido, a empresa deve justificar a necessidade da contratação do empregado estrangeiro
3 - O MTE analisa o pedido de autorização de trabalho
4 - Quando o pedido é aceito, o visto de trabalho temporário é expedido. O visto deve ser retirado no consulado do Brasil no país em que o estrangeiro residir
5 - Para retirar o visto, o estrangeiro deve apresentar outros documentos como documento de identificação, passaporte e atestado de antecedentes criminais. A documentação varia em cada consulado. Nesse momento, o cônsul vai decidir se o trabalhador pode ou não receber o visto
6 - Chegando ao país, o estrangeiro deve ir até a Polícia Federal para tirar a cédula de identidade do estrangeiro (CIE). O pedido é feito pela internet

- Documentação: Documento de viagem válido (pode ser carteira de identidade para Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru e Colômbia), original e cópia das páginas utilizadas do passaporte, que podem ser autenticadas em cartório ou por um funcionário do DPF, visto consular obtido e formulário original do pedido de visto  ou, no caso de permanência obtida no Brasil, 2 fotos 3x4, pagamento das taxas de emissão da carteira de estrangeiro (R$ 124,23) e registro de estrangeiro (R$ 64,58)
7 - Com o protocolo da CIE, o estrangeiro pode iniciar o processo para obter a carteira de trabalho. Para fazer o pedido é preciso ir até as sedes das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego

- Documentação: protocolo do pedido da CIE, extrato da consulta de dados de identificação, emitido pelo Sistema Nacional de Cadastramento de Registro de Estrangeiros – SINCRE e publicação da autorização de trabalho, no Diário Oficial da União
Os estrangeiros podem trazer os familiares, mas de acordo com a legislação os cônjuges não podem trabalhar no país. No final do ano passado, entretanto, o CNig implementou uma resolução em que o cônjuge pode trabalhar desde que tenha tido uma proposta de emprego no Brasil.


Nesse caso, a empresa deve iniciar o processo, mas o estrangeiro só precisa apresentar a proposta de emprego, não sendo necessário reunir todos os documentos exigidos anteriormente. O estrangeiro deve ir até o seu país para retirar o visto no consulado.

Os trabalhadores estrangeiros com contratação de trabalho no país têm os mesmos direitos dos funcionários brasileiros. A remuneração pode ser paga apenas no Brasil ou também no país de origem do estrangeiro.

Por: Pâmela Kometani Do G1, em São Paulo

Com a entrada de estrangeiros em nosso país, a legislação existente para aquisição de vistos de trabalho, torna-se consistente no que tange à avaliação da real necessidade no tocante ao contrato de mão-de-obra vinda do exterior. Assim, é necessário manter ainda a maioria de brasileiros em atividade para que não sejam extintas oportunidades a quem precisa recolocar-se no mercado. Por falta de qualificação para algumas funções, muitos brasileiros são substituídos por estrangeiros, porém existem incentivos oriundos de certas empresas que buscam mudar esse quadro. Quando a capacitação for aplicada de forma ampla e tal mentalidade puder ser estendida a muitas instituições, teremos uma nova realidade surgente.    




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Governo Federal fiscaliza preços das diárias em hotéis


EMBRATUR QUER EVITAR ABUSOS NOS PREÇOS DE HOTÉIS

Instituto está monitorando os valores de hospedagem no país e trabalha para que as diárias não fiquem muito altas durante os megaeventos esportivos.
O presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Flavio Dino, afirmou que o governo está monitorando os preços dos hotéis, a fim de evitar abusos ao consumidor. “Todo turista, brasileiro ou estrangeiro, quer bons serviços a preços justos e é isso que precisamos garantir”, afirmou Flávio Dino, após reunir-se, nesta quinta-feira (31.01), com representantes do setor hoteleiro.
O governo e os empresários do segmento de hotelaria criaram uma comissão que vai desenvolver novas metodologias para a pesquisa dos preços do setor. “A ideia é construirmos um pacto que garanta à população os benefícios resultantes da Copa de 2014 e dos demais grandes eventos”, disse Dino.
O presidente da Embratur lembrou que o programa Brasil Maior já diminuiu tributos do setor hoteleiro. Por exemplo, os hotéis foram contemplados com a eliminação da contribuição patronal ao INSS, de 20%, que será substituída pela alíquota de 2% sobre o faturamento das empresas. “O governo já fez sua parte e deu o primeiro passo”, assinalou Dino. “Nós captamos os eventos e garantimos a infraestrutura necessária”, completou.
A redução de até 32% da tarifa de energia elétrica para a indústria e comércio também contribuirá para uma queda nos custos do setor hoteleiro, devendo refletir-se nos preços das diárias, segundo espera o presidente da Embratur, acrescentando que a imagem do Brasil não poderá ser afetada com eventual alta nos preços das diárias durante megaeventos como a Copa das Confederações FIFA 2013, a Copa do Mundo da FIFA 2014, a Jornada Mundial da Juventude e os Jogos Olímpicos de 2016.
“Como o governo federal já fez a sua parte reduzindo impostos e energia elétrica, fazemos agora um apelo ao setor para que não tenha um incremento nos preços antes, durante e depois dos megaeventos”, ressaltou Flávio Dino.
O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem (FBHA), Alexandre Sampaio, também participou da reunião. Segundo ele, “o objetivo é desenvolver um processo onde possamos caminhar juntos, governo e setor hoteleiro, para um cenário favorável para a realização dos grandes eventos. Os preços dos hotéis não podem influenciar negativamente na imagem do Brasil lá fora”.


Hotéis reduzem taxas, incentivando o setor turístico

O Governo Federal vem adotando medidas super importantes para favorecer o Turismo em nosso país. Devido ao crescimento da economia brasileira, observa-se um cenário de boas perspectivas nesse âmbito, dado que a redução das taxas a serem pagas pelo setor hoteleiro, permite uma queda no preço das diárias sem perca na qualidade, sobretudo durante os grandes eventos previstos nos próximos anos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mais oportunidades de emprego atrai estrangeiros para o Brasil


Oportunidade de emprego motiva estudantes estrangeiros a virem ao Brasil

A curiosidade sobre o Brasil, as possibilidades de oportunidades de emprego e estudo, assim como a qualidade do ensino no país estimularam a chegada de um maior número de estudantes estrangeiros no país em 2012. Os colombianos, portugueses, franceses e angolanos lideram a lista dos que mais procuram as cidades brasileiras para estudar, segundo o Ministério das Relações Exteriores – responsável pela emissão dos vistos. Só no ano passado, 1.333 estudantes colombianos vieram para o Brasil, 944 portugueses, 934 franceses e 745 angolanos.

                                Foto: Neysla Rocha

Na comparação com 2011, por exemplo, o número de colombianos interessados em estudar no Brasil aumentou em quase 50%. Naquele ano, 972 estudantes colombianos pediram o visto, 441 portugueses, 798 franceses e 608 angolanos.
Vistos para países em crise
Os números fazem parte de um balanço, feito pelo Ministério das Relações Exteriores, sobre os vistos de estudantes requisitados nas representações brasileiras em 156 países. No documento, há situações como a do Zimbábue (África), país que sofre com a hiperinflação e dificuldades econômicas que, desde 2005, não envia estudantes para o Brasil.
Países que enfrentam crises internas enviaram poucos ou nenhum estudante para o Brasil. No ano passado, o país não recebeu pedidos de vistos para estudantes da Líbia e do Mali, enquanto os palestinos pediram apenas uma autorização, os sírios três, os tunisianos oito e os egípcios nove.
Os estudantes que desembarcam no Brasil chegam ao país com vários sonhos. A peruana Melissa Aragon, 25 anos, estudante de arquitetura na Universidade de Brasília (UnB), está há quatro anos e meio na capital. Segundo ela, a escolha pelo Brasil foi estimulada pela crença de que o país pode oferecer mais opções de emprego.

“Como eu queria conhecer outras línguas, fiz quatro meses de português, quando surgiu a oportunidade para estudar no Brasil, fiz a prova e passei”, contou a estudante. O Brasil tem muitas coisas a oferecer, desde a parte cultural, que é bastante diversificada, influências culturais de diferentes países, tem teatro, música, a culinária brasileira é muito boa, até as opções de trabalho, porque é um país que está em desenvolvimento em relação aos outros países da América Latina.”
Também aluno de arquitetura na UnB, o estudante da Guiné-Bissau Demarbique Carlos Sanca, 22 anos, disse que teve a oportunidade de vir para o Brasil ao conquistar uma bolsa de estudos. “Nunca imaginei estudar aqui no Brasil. Eu pensava que qualquer oportunidade que aparecesse para eu estudar fora [da Guiné] eu iria”, ressaltou.
“Acho que aqui as oportunidades de trabalhos são bem maiores [do que na Guiné-Bissau]. Se quando eu concluir o curso, se surgir uma boa oportunidade aqui, posso trabalhar um pouco no Brasil e voltar para o meu país de origem para dar a minha contribuição como arquiteto.”
Fonte: Agência Brasil
O Brasil, país em franco crescimento, apresenta um aumento significativo em oportunidades de trabalho, devido ao aquecimento da economia gerado principalmente pelo expressivo alavancamento da indústria e comércio varejista. Isso gera uma expectativa de melhoria que, segundo Guido Mantega, torna sustentável o investimento em alguns setores e a mão de obra continua valorizada em relação a outros países atualmente em crise. Isso atrai estrangeiros em busca de oportunidades, que aqui chegam e sonham com dias melhores. 










Curiosidades


Qual o significado da palavra TURISMO?

A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.

Significado de Turista

Indivíduo ou grupo de indivíduos que se deslocam do seu lugar de origem (moradia) para realizar viagem superior a 24h, usufruindo da infra-estrutura do local visitado, sem fixar residência ou renda, motivados por situações diversas (lazer, descanso, eventos, atividades).

O Turismólogo

O Turismólogo é o profissional de nível superior que conhece, analisa e estuda o turismo em sua totalidade.


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