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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Brasil supera estimativa da OMT com chegada de cerca de 6 milhões de turistas em 2023

 Dados se equiparam aos patamares de pré-pandemia; país superou em 3% as estimativas para o ano da Organização Mundial do Turismo (OMT), organismo da ONU

Crédito: Arquivos MTur

O Brasil recebeu, em 2023, um número de turistas internacionais nos mesmos patamares do período pré-pandemia de Covid-19. No acumulado dos 12 meses, o país registrou a entrada de exatos 5.908.341 visitantes do exterior. O número é 3% superior à estimativa da Organização Mundial do Turismo (OMT) para o Brasil, e 62,7% maior que o acumulado de 2022, quando o país recebeu 3,6 milhões de turistas. Em 2019, foram 6,3 milhões de estrangeiros. Os dados são resultado de uma parceria entre Embratur, Ministério do Turismo (MTur) e Polícia Federal (PF).

"Estamos muito perto de alcançar os números pré-pandemia e com o conjunto de ações e programas que o Ministério do Turismo vem estabelecendo no campo da estruturação e da promoção dos destinos vamos superar, em 2024, o número de turistas internacionais em 2019. Mais importante ainda é aumentar o ticket médio e valor total deixado por estrangeiros em nosso país e é com esse foco que estamos trabalhando", afirmou o ministro do Turismo, Celso Sabino.
 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, comemorou o resultado. “O interesse pelo Brasil voltou devido à mudança de governo e à consequente mudança de rumos em nossa política ambiental, de respeito à democracia e aos direitos humanos. Passamos de inimigos da humanidade ao melhor destino de ecoturismo do planeta. Esse resultado significa geração de emprego e renda por todo o país, numa atividade econômica que só faz bem ao Brasil”, disse.
 

De janeiro a novembro, entraram na economia brasileira como o turismo internacional R$31 bilhões, números superiores aos patamares pré-pandemia. Só em novembro foram R$3 bilhões, valor 13,3% maior do que o ano de 2011, até então o melhor da série histórica (desde 1995). O consolidado de 2023, com o mês de dezembro, será publicado pelo Banco Central nas próximas semanas. Para Marcelo Freixo, o trabalho técnico desenvolvido pela Embratur na promoção internacional do turismo brasileiro foi o que permitiu o aumento de 62,7% na chegada de turistas em apenas um ano.
 

“Esse resultado só foi possível porque o aumento de interesse no Brasil foi acompanhado de um trabalho muito eficiente de nossa equipe na atração de novos voos internacionais, que resultou num aumento da conectividade aérea de 40%. E de onde decolou cada novo voo, atuamos com uma estratégia de publicidade e de geração de negócios com as empresas brasileiras e estrangeiras, colocando nossos destinos na prateleira internacional”, completou.
 

América Latina mais perto - A Argentina segue sendo o principal país emissor de turistas para o Brasil, com 1,9 milhões de visitantes (32% do total) - o equivalente a 96% do total de 2019. Em seguida estão Estados Unidos com 668,5 mil (11%), Chile com 458,5 mil (7,7%), Paraguai com 424,5 mil (7,1%) e Uruguai, com 334,7 mil (5,6%). A França é o principal país emissor da Europa e aparece na sexta posição, com 187,5 mil turistas (3,1%), seguido de Portugal, com 158,5 mil (3%). Alemanha com 158,5 mil (2,6%), Reino Unido com 130,2 mil (2,2%) e Itália com 129,4 mil (2,2%) completam o Top 10.
 

Em 2023, a chegada de chilenos foi recorde, a maior da série histórica, o que recolocou o país na terceira colocação entre os principais emissores, desbancando o Paraguai e retomando a posição que ocupava até 2018. No entanto, a chegada de paraguaios também cresceu e alcançou o melhor resultado desde 1999, quando o número de turistas do país foi de 501 mil.


Mais dados - Os 5,9 milhões de turistas internacionais de 2023 correspondem a 93% das entradas do último ano antes da pandemia. Em relação ao mês de dezembro, o número de turistas internacionais que entraram no Brasil foi de 621.171. O registro é 17,4% maior que o de dezembro de 2022, que foi de 529.038. Nesse caso, a marca corresponde a 95,2% dos dados de 2019, quando o número de visitantes do exterior no País ficou em 652.099.
 

Os estados que registraram a maior entrada de turistas foram São Paulo, com 2.107.179, Rio de Janeiro, com 1.192.814, Rio Grande do Sul, com 1.000.909, Paraná, com 791.536, e Santa Catarina, com 288.429. A principal via de acesso foi aérea, com 3.794.260 de entradas, seguida pela terrestre, com 1.923.243.






Adaptação: Carlos Regius

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Envolvimento de comunidades indígenas é essencial no desenvolvimento do ecoturismo sustentável no Brasil

 O aumento da população indígena autodeclarada, divulgado pelo IBGE, mostra a importância dessa comunidade para a valorização e proteção de culturas e tradições na atividade turística.

Crédito; Getty Images

Nesta quarta-feira (09.08) é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas e a data é celebrada com um dado importante: 1.693.535 pessoas se declaram indígenas no Brasil. O Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), retrata um aumento dessa população, que já representa 0,83% dos residentes no país, e que é essencial para o desenvolvimento do ecoturismo sustentável no país.
 

“O turismo é uma ferramenta direta para a valorização dos saberes do nosso povo e os indígenas são parceiros essenciais na construção desse turismo cada vez mais sustentável e responsável. Outra tendência turística cada vez mais forte é o etnoturismo, que oferece ao visitante a imersão importante na cultura nacional”, explica o ministro do Turismo, Celso Sabino.
 

Nessa direção, o MTur desenvolve atualmente o Projeto Experiências do Brasil Original, que tem como objetivo fortalecer e fomentar o turismo de base comunitária em territórios indígenas e quilombolas, de forma responsável e sustentável.
 

Clique AQUI (novo link) para saber mais.
 

Nos meses de julho e agosto de 2023, a equipe técnica do projeto (composta por membros do MTur e da Universidade Federal Fluminense - UFF) realizaram quatro visitas técnicas, sendo duas no Pará, na Terra Quilombola Laranjitura e África, localizada em Moju, e na Comunidade Indígena Borari em Alter do Chão; uma em Normandia (RR) na Comunidade Indígena Raposa I; e na Comunidade Quilombola Povoado Moinho, em Alto Paraíso (GO).
 

Os diagnósticos nortearão as próximas ações do Experiências do Brasil Original, que consistirá na capacitação de integrantes dos povos Indígenas e comunidades quilombolas para criação e aprimoramento de experiências turísticas que irão integrar a oferta turística das localidades.
 

Todas as rotas e territórios escolhidos para integrar o projeto foram selecionados em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério da Igualdade Racial (MIR), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a FUNAI e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).
 

CENSO – Ainda sobre os dados da pesquisa realizada em 2022, a Região Norte se destaca com a concentração de 44,48% da população indígena do país, com 753.357. Já a Região Nordeste reúne 31,22% da população indígena, com 528.800. As duas regiões somam 75,71% da população indígena do Brasil.
 

Com relação aos territórios, a Terra Indígena Yanomami (AM/RR) tem o maior número de pessoas indígenas (27.152), o equivalente a 4,36% do total em terras indígenas no país. O segundo maior número está na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR), que integra o projeto Experiências do Brasil Original, com 26.176, seguida pela Terra Indígena Évare I (AM), com 20.177.
 

CLIQUE AQUI e confira as informações sobre o Censo Demográfico 2022.






Adaptação Carlos Regius



sexta-feira, 21 de julho de 2023

Faturamento das viagens corporativas cresce 17% no primeiro semestre de 2023 em relação a período pré-pandemia

 Segundo pesquisa Abracorp, hotéis e serviços aéreos foram os principais destaques do período

Centro de eventos Balneário Camboriú (SC). Crédito: Roberto CastroMTur

O turismo nacional continua registrando resultados positivos em 2023! O faturamento de viagens corporativas alcançou R$ 6,5 bilhões no primeiro semestre no ano, 17% acima do mesmo período de 2019, quando faturou R$ 5,5 bilhões, antes da pandemia da Covid-19. O levantamento da Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), analisa o desempenho de 11 segmentos do setor.
 

Segundo a Associação, o resultado do primeiro semestre demostra a plena recuperação do setor com a retomada forte das viagens e eventos corporativos represados na pandemia. No mês de junho, o faturamento chegou a R$ 1,09 bilhão, quase 30% acima ao mesmo mês de 2019, quando foram registrados R$ 845 milhões de faturamento do segmento.
 

Outro mês de destaque no levantamento foi março, que registrou um desempenho histórico, com um expressivo crescimento de 44% em relação ao mesmo mês de 2019. O faturamento neste ano chegou a R$ 1,2 bilhão enquanto em março de 2019 registrou R$ 890 milhões. Junho foi o quarto mês consecutivo em que o faturamento supera a marca de R$ 1 bilhão. Em 2019, essa marca só foi atingida ao longo de 12 meses.
 

“Assumi a missão de fazer do Ministério do Turismo uma pasta forte em geração de renda, emprego e desenvolvimento no Brasil, por isso, estamos construindo um plano com metas claras para os próximos cinco anos. O segmento de viagens corporativas será extremamente importante para avançarmos com o turismo nacional”, afirma o ministro do Turismo, Celso Sabino.
 

“Temos uma expectativa boa para o segundo semestre, período em que historicamente a movimentação é melhor”, finaliza projeta Gervásio Tanabe, presidente executivo da Abracorp.








Adaptação Carlos Regius

quarta-feira, 12 de julho de 2023

Atividades turísticas crescem 4% no mês de maio

 São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia contribuíram para o aumento dos números e desenvolvimento do setor. Dado foi divulgado pelo IBGE

Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu (PR). Crédito: Zig Koch/MTur

Impulsionado pelo aumento do faturamento de empresas que atuam no setor do turismo, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (12.07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, em maio de 2023, o índice de atividades turísticas subiu 4 % em comparação ao mês anterior (abril). Essa taxa apresenta o segundo resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 4,7%. Com o número, o segmento do turismo se encontra 5,6% acima do patamar se comparado a fevereiro de 2020.
 

Entre os estados que mais tiveram alta no índice estão São Paulo (6,6%), Rio de Janeiro (15,0%), Minas Gerais (17,0%) e Bahia (13,6%). Além disso, no comparativo anual, a pesquisa mostra que as áreas de transporte aéreo de passageiros, locação de automóveis, serviços de bufê, transporte rodoviário coletivo de passageiros, e agências de viagens contribuíram para a expansão em 8,6% do índice de volume de atividades turísticas, na comparação com maio de 2023 para maio de 2022. Essa taxa é a 26ª positiva seguida no setor.
 

“Com a movimentação de turistas e o resultado positivo do Índice, o setor mostra seu potencial para desenvolver e impulsionar a economia do país, impactando diretamente na movimentação econômica, gerando emprego e transformando vidas”, afirma a ministra do Turismo, Daniela Carneiro.
 

PMS – A Pesquisa Mensal de Serviços é uma análise que abrange uma série de dados e indicadores que apontam o desempenho de cada setor no Brasil.






Adaptação: Carlos Regius

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

No Carnaval 2023, novos destinos despontaram como opção para o feriado.

 Cidades conhecidas pelos festejos receberam menos viajantes em relação a 2022.

Carnaval - divulgação

Por outro lado, destinos mais populares para o período, como São Paulo, Porto Seguro, Rio de Janeiro e Salvador, apresentaram dados negativos, com quedas de 7% a 37%, respectivamente. É importante observar que, considerando o preço médio das hospedagens nos últimos dois carnavais, a capital baiana teve a maior variação de valor entre as diárias para o final de semana de folia, de 259,12%.

Repetindo a lógica de 2022, a empresa apontou que houve variação no preço das estadias entre o final de semana de Carnaval e os dias de festejos seguintes, já que tanto a terça-feira quanto a quarta-feira de cinzas apresentaram preços mais baixos também neste ano. Enquanto no ano passado, o destino com custo mais alto para o viajante foi o Rio de Janeiro, com valor médio de R$774,58 para o final de semana e de R$424,50 para a terça-feira de Carnaval, Salvador apresentou a maior disparidade do ano - a diária para o final de semana chegou a custar R$1928,21, mas a média para a quarta-feira de cinzas foi de apenas R$247,49, uma queda de sete vezes no preço.
 

Em 2023, o Rio de Janeiro apresentou valores médios que variaram de R$864,24 para R$405,58 nas diferentes datas, ou seja, uma diminuição de mais de 50% na estadia. Dessa forma, Salvador e Rio foram os destinos mais caros para se hospedar no sábado e no domingo, enquanto Rio e Porto Seguro foram os destinos de valor mais alto para os dias seguintes de Carnaval. Cidade com o maior aumento no número de turistas no comparativo, Aracaju teve diárias no valor médio de R$450,96 para o final de semana e R$386,56 para a terça-feira (21/02).
 

Considerando os dados do Hurb dos dois anos consecutivos, São Paulo e Rio demonstraram a menor variação de preços entre as diárias mais caras na rede hoteleira, menor que 10%. Já considerando as diárias com menor preço no setor, Porto Seguro e São Paulo tiveram quedas de mais de 50% no valor, com opções ainda mais baratas do que em 2022.

 

Comportamento do consumidor

Com os dados das reservas realizadas no Hurb já citados, notou-se que os foliões se dispersaram entre diferentes destinos, além das cidades conhecidas pela celebração tradicional do Carnaval, visitando, por exemplo, Belo Horizonte e outros municípios do interior do estado do Rio de Janeiro.
 

A partir dos períodos nos quais foram registrados picos de reservas com data de check-in desde a véspera do final de semana de Carnaval, os dados do Hurb expressam também uma mudança no padrão de compra dos seus viajantes. Em 2022, 71% dos pedidos de reserva de hotel foram realizados ao longo do mês de fevereiro, sendo 53% concluídos entre os dias 20 e 27/02, semana que antecedeu o Carnaval. Já neste ano, apenas 33% desses pedidos foram realizados na semana anterior ao feriado, de 12 a 19/02. Considerando as reservas realizadas durante todo o mês, o número é de 41%, também menor do que o resultado do ano anterior.
 

Dessa forma, observa-se que, para curtir o Carnaval deste ano, os foliões se planejaram com maior antecedência para garantir suas reservas pela plataforma de viagens online, enquanto, no ano passado, mais da metade deles deixaram para última hora a definição da hospedagem. Esse planejamento a longo prazo pode ser relacionado ao cenário mais ameno da Covid-19, que ainda ameaçava a comemoração da data em 2022.


 

Sobre o Hurb

O Hurb é uma empresa de tecnologia e inovação que se consolidou como a maior plataforma de viagens online do Brasil. Com a missão de potencializar viagens através da tecnologia, a empresa visa otimizar o tempo dos seus clientes através da ciência. Cumprindo o princípio primordial de livrar pessoas da preocupação, conectamos clientes a novos lugares. Fundada em 2011, a empresa vende 1 diária a cada 8 segundos, sendo responsável por 1,56% (2020) do PIB do turismo no Brasil. Em menos de 10 anos, alcançou 25 milhões de viajantes cadastrados, 35 mil destinos em todo o mundo e mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais, chegando a ser considerada a maior fanpage do turismo mundial. Com 1100 funcionários, o Hurb é uma marca global com sede no Rio de Janeiro e atuação em todo o Brasil e no exterior, com escritórios em Porto e Lisboa (Portugal), Sorocaba (SP) e Montreal (Canadá).


Por Tatiane Fornari



Adaptação: Carlos Regius

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

6ª edição do “Radar Resorts Brasil” traz análise para o 1º trimestre de 2023.

 Informativo produzido pela Resorts Brasil é referência para os associados e parceiros do mercado de turismo. Nova edição traz indicadores operacionais de resorts no país.

São Paulo, fevereiro de 2023 -- A Resorts Brasil, associação responsável pelos principais empreendimentos do segmento no país, lança a sexta edição do conteúdo “Radar Resorts Brasil”, com o objetivo de reunir dados de instituições consolidadas do ecossistema de turismo, junto com visões e análises dos especialistas da associação para guiar a atuação dos principais resorts do país. A nova edição já está disponível na área de estatísticas, no site.
 

Entre os destaques, a nova edição traz indicadores operacionais dos Resorts em 2022, em comparação com 2021. Os dados foram coletados junto aos associados e analisados pela JLL, uma das empresas parceiras de conteúdo do Radar. Entre os dados, estão Receita total por UH (unidade habitacional), Despesa Total por UH, além de GOP médio dos resorts que participaram da pesquisa. Também ajudaram na concepção do material as empresas MyHotel, com dados de reputação online dos resorts, Senac-SP com dados econômicos e do setor de aviação, além da STR com dados de desempenho.
 

O "Radar" traz dados atualizados sobre a oferta existente de resorts. Lidera o segmento a Região Nordeste, com 53,9% da oferta, seguido do Sudeste, 23,8%, Sul, 14,6%, Centro-Oeste, com 7,5% e Região Norte, com apenas 0,2% do total por número de quartos. São 81 resorts de praia e 52 de interior no país, atualmente, totalizando 133 empreendimentos do gênero, que contabilizam 31.361 quartos.
 

O material também aponta as novidades do setor, com a previsão de 10 projetos futuros de resorts, que somam 3.771 quartos. Só no Nordeste, seis devem ser inaugurados em praias, além de dois no interior. Um deve ser inaugurado neste ano, outros dois em 2024, além de outros cinco até 2025. O levantamento também projeta um resort de interior no Sudeste, de 264 quartos e inauguração no próximo ano e um no interior da Região Sul, com 564 quartos e lançamento em 2025.
 

“Desejamos que o Radar Resorts Brasil contribua no momento da tomada de decisão dos investidores e gestores. Buscamos oferecer informações relevantes e confiáveis e, a cada nova edição do Radar Resorts Brasil, queremos surpreender o mercado com mais dados e mais engajamento dos associados” diz Ana Biselli Aidar, Presidente Executiva da entidade.
 

“A ajuda das empresas parceiras é fundamental para garantir um conteúdo sólido para os associados. Estamos muito satisfeitos com o resultado final e esperamos aprimorar ainda mais as informações que trazemos no Radar”, afirma Marcelo Picka Van Roey, Presidente da Resorts Brasil.


Por Cristiane Palumbo

Adaptação: Carlos Regius

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

A recuperação da demanda de passageiros se manteve em dezembro de 2022 e no ano inteiro.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA - International Air Transport Association) anunciou que a recuperação das viagens aéreas se manteve em dezembro de 2022 e no ano inteiro.



O tráfego total de 2022 (medido em passageiro pagante por quilômetro, ou RPKs) aumentou 64,4% em comparação com 2021. Globalmente, o tráfego em 2022 ficou em 68,5% dos níveis pré-pandemia (2019). O tráfego total de dezembro de 2022 aumentou 39,7% em relação a dezembro de 2021 e atingiu 76,9% do nível de dezembro de 2019.

O tráfego internacional de 2022 aumentou 152,7% em relação a 2021 e atingiu 62,2% dos níveis de 2019. O tráfego internacional de dezembro de 2022 aumentou 80,2% em relação a dezembro de 2021, atingindo 75,1% do nível de dezembro de 2019.

O tráfego doméstico de 2022 aumentou 10,9% em relação ao ano anterior, atingindo 79,6% do nível de 2019. O tráfego doméstico de dezembro de 2022 aumentou 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou em 79,9% do tráfego de dezembro de 2019.

“O setor saiu de 2022 muito mais forte do que quando começou, já que a maioria dos governos suspendeu as restrições de viagens relacionadas à COVID-19 durante o ano e as pessoas aproveitaram a sua liberdade de viajar. Esperamos essa mesma força no ano novo, apesar das reações exageradas de alguns governos à reabertura da China”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.


Mercados internacionais de transporte aéreo de passageiros

As companhias aéreas da região Ásia-Pacífico apresentaram aumento de 363,3% no tráfego internacional de 2022 em comparação com 2021, mantendo a taxa ano a ano mais forte entre as regiões. A capacidade aumentou 129,9% e a taxa de ocupação subiu 37,3 pontos percentuais, atingindo 74,0%. O tráfego de dezembro de 2022 aumentou 302,7% em relação a dezembro de 2021.

As companhias aéreas da Europa apresentaram aumento de 132,2% no tráfego de 2022 em relação a 2021. A capacidade aumentou 84,0% e a taxa de ocupação aumentou 16,7 pontos percentuais, atingindo 80,6%. Em dezembro, a demanda subiu 46,5% em relação ao mesmo mês de 2021.

As companhias aéreas do Oriente Médio apresentaram crescimento de 157,4% no tráfego de 2022 em comparação com 2021. A capacidade aumentou 73,8% e a taxa de ocupação subiu 24,6 pontos percentuais, atingindo 75,8%. A demanda de dezembro aumentou 69,8% em relação ao mesmo mês de 2021.

As companhias aéreas da América do Norte apresentaram aumento de 130,2% no tráfego de 2022 em comparação com 2021. A capacidade aumentou 71,3% e a taxa de ocupação aumentou 20,7 pontos percentuais, atingindo 80,8%. O tráfego de dezembro de 2022 aumentou 61,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As companhias aéreas da América Latina apresentaram crescimento de 119,2% no tráfego de 2022 em relação a 2021. A capacidade anual aumentou 93,3% e a taxa de ocupação subiu 9,7 pontos percentuais, atingindo 82,2%, o maior entre as regiões. A demanda de dezembro aumentou 37,0% em relação a dezembro de 2021.

As companhias aéreas da África apresentaram aumento de 89,2% no tráfego de 2022 em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 51,0% em 2022 e a taxa de ocupação aumentou 14,5 pontos percentuais, atingindo 71,7%, o menor entre as regiões. Para as companhias aéreas desta região, o tráfego aumentou 118,8% em dezembro de 2022 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mercados domésticos de transporte aéreo de passageiros


O tráfego doméstico da Índia aumentou 48,8% em 2022 versus 2021, atingindo 85,7% do nível registrado em 2019.

Os RPKs domésticos do Japão aumentaram 75,9% em 2022 e atingiram 74,1% do nível registrado em 2019.


Conclusão

“Esperamos que 2022 se torne conhecido como o ano em que os governos eliminaram para sempre as restrições regulatórias que mantiveram seus cidadãos presos em solo por tanto tempo. É vital que os governos aprendam a lição de que as restrições de viagens e o fechamento de fronteiras pouco ajudam para retardar a propagação de doenças infecciosas em nosso mundo globalmente interconectado. Mas essas restrições têm um enorme impacto negativo na vida e nos empregos das pessoas, bem como na economia global, que depende do movimento irrestrito de pessoas e mercadorias”, disse Walsh.

Por Cláudia Campos e Talita Mônaco
Adaptação: Carlos Regius



Curiosidades


Qual o significado da palavra TURISMO?

A palavra deriva de tour, do latim tornare e do grego tornus, cujo significado é giro ou círculo. Turismo seria, portanto, o ato de partir e posteriormente regressar ao ponto inicial, sendo que o realizador deste giro é denominado Turista.

Significado de Turista

Indivíduo ou grupo de indivíduos que se deslocam do seu lugar de origem (moradia) para realizar viagem superior a 24h, usufruindo da infra-estrutura do local visitado, sem fixar residência ou renda, motivados por situações diversas (lazer, descanso, eventos, atividades).

O Turismólogo

O Turismólogo é o profissional de nível superior que conhece, analisa e estuda o turismo em sua totalidade.


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